A Harman do Brasil anunciou uma mudança significativa em seu modelo de distribuição para produtos de áudio de alta qualidade, buscando, entre outros objetivos, combater o mercado cinza e a importação irregular.
A empresa abandonará o uso de distribuidores locais como intermediários e passará a vender diretamente para lojas especializadas e integradores de projetos. Essa nova estratégia foca na linha “Luxury Audio”, que inclui marcas premium como:
- JBL Synthesis
- Mark Levinson
- Revel
- Lexicon
- Arcam
Esses equipamentos de som de alto padrão são voltados tanto para usuários comuns quanto para projetos sofisticados de automação residencial.
Novo Modelo de Vendas e Divisão Regional
Segundo o presidente da Harman do Brasil, Rodrigo Kniest, o objetivo é fortalecer o relacionamento direto com revendas e profissionais do setor. Kniest resumiu a meta: “Não queremos fazer sell-in, queremos fazer sell-out.” Na prática, a empresa quer focar na venda efetiva para o consumidor final, e não apenas no abastecimento de estoques intermediários.
O país será dividido em duas macroáreas de cobertura, cada uma com executivos dedicados:
- Regiões Sul e Sudeste.
- Demais regiões do país.
Para dar suporte à nova estrutura, a Harman investirá em profissionais de logística, previsão de demanda e suporte técnico.
Experiência e Combate à Ilegalidade
A Harman também planeja criar novos centros de experimentação em parceria com integradores. Nesses locais, os clientes poderão testar os produtos em ambientes reais e participar de workshops e treinamentos digitais em português.
A empresa tem a expectativa de dobrar sua participação no mercado brasileiro de áudio premium com estas ações. O principal benefício esperado é o combate ao “mercado cinza” (venda de produtos originais fora dos canais oficiais) e à importação ilegal.
Com maior controle sobre a cadeia, a Harman terá mais facilidade para rastrear produtos e identificar irregularidades, utilizando:
- Sistemas de rastreabilidade em múltiplas camadas, incluindo números de série visíveis e ocultos.
- Gravação digital nos chips dos produtos.
- Cooperação com a Polícia Federal e ações judiciais contra vendedores irregulares.