Que Stranger Things é uma carta de amor aos anos 80, todos já sabem. No entanto, os criadores da série, Matt e Ross Duffer, revelaram que a essência do programa vai muito além dos filmes de Hollywood: ela está profundamente enraizada em clássicos japoneses do terror e da ficção científica.
A Conexão com Silent Hill e o Mundo Invertido
Durante um encontro com o lendário designer de jogos Hideo Kojima, no Japão, os irmãos Duffer confirmaram que a icônica franquia Silent Hill foi a principal referência para o visual do Mundo Invertido. A ideia de uma dimensão paralela sombria, coberta por névoa e habitada por criaturas grotescas, nasceu das experiências da dupla jogando o título da Konami durante a juventude.
Kojima, mente por trás de Metal Gear e Death Stranding, afirmou ter sentido essa conexão imediatamente ao assistir à série, notando uma atmosfera que remetia às obras que também o inspiraram no passado.
Além dos Videogames: Animes e Mangás
As influências japonesas não param no terror psicológico. Os Duffer listaram outras obras fundamentais que serviram de base para a construção do universo de Eleven e seus amigos:
- Akira (1988) e Elfen Lied: Influenciaram o tom da narrativa e os experimentos governamentais com poderes psíquicos.
- Resident Evil: A sobrevivência contra ameaças biológicas e monstros também deixou sua marca.
- Metal Gear Solid: A estética militar e as tecnologias mostradas nos jogos de Kojima inspiraram a ambientação das instalações secretas em Hawkins.
O “Filtro” da Memória
Segundo os criadores, o processo criativo funcionou como um filtro de suas memórias de infância e adolescência. Eles pegaram os elementos que mais os marcaram em animes e games e os adaptaram para a série. “Aplicamos um filtro a partir de como nos lembramos de vê-las ou jogá-las quando éramos jovens”, explicaram os irmãos, ressaltando que o impacto cultural do Japão foi tão importante quanto o cinema americano para o sucesso da Netflix.